Bebés e o Açúcar

Com o decorrer dos meses e consequentemente, com o crescimento dos nossos Bebés, um tema que nos interessa bastante e até mesmo que nos preocupa é a alimentação. O que comer? Quando introduzir? Será este alimento melhor do que aquele?

Neste momento o que nos tranquiliza é que, tendo os nossos Bebés 6 e 7 meses, de momento só comem o que lhes oferecemos, não correndo para já o risco de comerem algo sem a nossa permissão.

Mas um dia não será assim, e por muito esforço que façamos, fora de casa vão ter à sua disposição alimentos que consideramos menos saudáveis.

No entanto, será que mesmo com a melhor das intenções, os alimentos que oferecemos são os melhores e mais saudáveis?

Com o intuito de saber um pouco mais sobre este mundo imenso, no passado dia 19 de Abril, fomos assistir à palestra “Cérebro Açucarado” no infantário Clube do Bibe em Vilamoura. Como orador tivemos o Dr. Nelson Pinto, especialista em psiconeuroimunologia clínica. O Dr. Nelson Pinto ministra palestras em várias escolas e/ou locais que o solicitem, e o intuito desta palestra em específico é alertar-nos para este problema de saúde pública que é o excesso de açúcar que disponibilizamos às nossas Crianças, mesmo involuntariamente. Desde já aconselhamos vivamente a todos os interessados no tema a assistirem a uma dessas palestras e a investigarem um pouco mais sobre o trabalho do Dr. Nelson Pinto.

Dr.Nelson Pinto – Eu Primitivo

Neste dia tivemos contacto com uma realidade que muitas vezes ignoramos. A quantidade de açúcar presente nos alimentos para Bebés e Crianças é assustador. Foi de facto uma tomada de consciência. Por senso comum, a maioria de nós sabe da existência de açúcar nesses alimentos, o que nos falta é a percepção real das quantidades dos mesmos.

A OMS diz-nos que só se deve oferecer açúcar a partir dos dois anos de idade. Mas será isto possível?

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Na busca de artigos científicos sobre o assunto, os resultados são imensos visto este ser um tema que dá muito que falar. Neste post vamos expor apenas um dos tópicos, visto ser o que mais frequentemente afecta os bebés na faixa etária dos nossos filhos, os leites artificiais (para quem os usa, obviamente). Contudo, através deste exemplo é possível extrapolar para o resto e futuramente iremos voltar a este assunto.

Entre outros, três grandes problemas apontados pelo Dr. Nelson Pinto para o excesso de açúcar nos LA é provocarem a perda de imunidade nos nossos Bebés, Crianças debilitadas, mais fracas e menos resistentes e representa cada vez mais uma ameaça ao genoma humano.

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Um dos muitos artigos que encontramos sobre os LA foi sobre o porquê de as quantidades de açúcar não estarem descritas nos rótulos dos mesmos.

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Why Doesn’t Baby Formula List Sugar Content?

Neste estudo foram realizados testes em laboratório a sete LA nos EUA para se verificar a quantidade real de açúcar lá presente, já que a informação não é explicita nos rótulos. Os resultados são assustadores. Além de serem muito elevados os níveis  de lactose (açúcar também presente no leite materno), quando este tipo de açúcar não é elevado os LA têm açucares adicionados, em menores quantidades mas que são consideravelmente mais doces do que a lactose.

Segundo o Dr.Kevin Boyd, dentista pedriátrico com mestrado em nutrição e dietética “Estamos a condicionar as crianças a desejarem açúcar. Eu diria que qualquer LA que tenha sacarose, é muito doce, o que faz com que a criança anseie por açúcar. Este processo desencadeia a liberação de dopamina no cérebro, o que provoca uma sensação de conforto. Este fenómeno leva a criança a quer comer mais, elevando a hipersensibilidade ao açúcar”.

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Através do link acima podem ler mais detalhadamente o estudo, mas de facto por muito que tentemos oferecer o melhor aos nossos filhos, nem sempre conseguimos. As campanhas de marketing agressivas, a informação não explícita e a falta de opções saudáveis levam ao consumo destes “alimentos” mesmo não sendo de todo os mais indicados.

Outros artigos falam-nos sobre a inexistência da obrigatoriedade da presença dos níveis de açúcar, ou seja, não estão descriminados (nem é obrigatório) os níveis de açúcar dos alimentos que ingerimos e damos aos nossos filhos. Contudo, também não existe interesse quer por parte da indústria alimentar, quer da indústria de bebidas ou mesmos da indústria farmacêutica. “A indústria alimentar cria a doença e a indústria farmacêutica trata”.

Açúcar ou gordura: qual o maior vilão?

Deixamos então aqui o alerta, para que sejamos mais atentos e críticos em relação ao que nos “querem” vender. Claro que o melhor alimento que podemos oferecer aos nossos filhos será sempre o leite materno, mas isso nem sempre é possível apesar de todos os esforços por parte das mães.O caminho faz-se caminhando e apesar de tudo ainda acreditamos que seja possível oferecer opções saudáveis aos nossos Bebés e Crianças.

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